“Noutro dia nada de alegria,
delirava, enquanto montava
uma torre de ideias em demasia.”
Estava escrito
embaixo da caixa de fósforos
que peguei emprestada
pra cadenciar
um sam-
ba!
Sério mesmo.
26 de fevereiro de 2012
Samba ensina
por diego ruiz dom às 19:55 0 comentários
14 de agosto de 2011
Vermelho claro
Um obliterar de objetos
parados perante a parede
e não passávamos da porta.
Era um diálogo macio que
tínhamos.
As paredes muito brancas,
com o chão muito vermelho,
Moldeavam o contorno
e o contraste.
Luz, inverno e mudança.
Carregamos as coisas
pelas escadas.
Tentamos
sair sem olhar pra trás.
Mas sempre olhamos.
Cada detalhe.
por diego ruiz dom às 19:05 1 comentários
1 de agosto de 2011
Chorando levanta
Põe a calcinha,
se enfia na calça,
coloca a camiseta,
veste a jaqueta,
agarra a bolsa.
Com cuidado
calça
as meinhas.
Bota a bota...
Pensa.
Pra ir embota.
Dormimos sem anestesia.
por diego ruiz dom às 19:22 0 comentários
25 de julho de 2011
Faz sol no jardim
Sentamos à semi-sombra
e dois animais nos assombram:
O equilíbrio do colibri
transcende a expectativa
do bem-te-vi.
E nós ficamos olhando.
A tarde passa,
e a vida fica mansa.
O sol enfraquece,
a gente se esquece
e vai aprontar a janta.
Depois dormimos sem filosofia,
como se nada tivesse acontecido.
por diego ruiz dom às 21:36 0 comentários
5 de julho de 2010
Dar fôrma à forma
Hoje pareceu um dia novo,
Nublado com cara de chuva.
Fiquei esperando você aparecer
Na minha mente,
No meu pensamento.
E apareceu.
Foi rápido e constante.
Sempre você naquilo que eu fazia,
Uma relação de heterotonia.
Juntamos palavras pra sentimentos intercalados.
Saudadesomedeixasozinhocaína,
Distânciamedamedodeperdermeladona,
Solidãoampliaoshorizontestamol.
As receitas de ser.
por diego ruiz dom às 21:37 2 comentários
29 de junho de 2010
O balão rosa e a vida
Um balão rosa furado
Estirado no chão como um cadáver.
Não havia mortos,
Entretanto o balão representava um final.
As brincadeiras iam se indo.
Quando acaba uma brincadeira
É porque já se tem uma nova.
As brincadeiras não acabam,
Elas mudam mais rápido que a vida.
A vida acaba e não é brincadeira.
Mas brincamos com a importância das coisas
Porque não sabemos o que é importante.
Nas brincadeiras o importante é estar feliz,
Na vida o importante é a distância do fim.
Se eu caminho, infalivelmente, em direção ao fim
E eu sorrio, eu choro, eu sinto falta dos meus
E eu falo, eu ando, eu escrevo o que eu penso,
É porque o tempo das coisas parece maior que a vida.
Mais lento, parado; ou veloz e empolgante.
A vida, vida, ela é aí por aí, algo que seguimos
Não a temos, não a sabemos e, quando ela acaba,
Ficamos sem entender porque brincamos tanto
E não sabemos fazer mais nada
além de brincar.
por diego ruiz dom às 18:28 0 comentários
Quem vive
Dentro da cidade
Como num pote de maionese.
Que balança, roda e te arremessa
Contra as laterais de vidro.
Você vê lá fora
Você quer sair
Mas não sai.
Está tampado.
A cidade é o mundo todo
Tudo o que se quer
Nela se faz.
Nela se tem.
A ela se deve.
por diego ruiz dom às 18:17 0 comentários
17 de março de 2010
Café e coragem
Um café,
Granola e pilhas.
Liga o radinho e vai lá.
Tem limpeza pra ser feita na casa toda.
Como naquele tempo
Quando morávamos no Barrerão
Tudo fica sujo o tempo todo
E a mão,
A mão limpa o que consegue.
O suor sulca a cara daquele tempo.
Hoje tudo que é novo está antigo.
A tevê de plasma não converte,
O celular não conecta o bluetooth.
O alarme do carro toca o tempo todo.
A mão,
A mão do homem estremece.
Toma café, toma granola,
Toma ração humana.
Toma cachaça, toma fernet,
Fuma cigarro, marijuana.
Cheira um pó, engole uma bala,
Toma daime, valeriana.
American juicer, acunpultura,
Pilates, ioga, Copacabana.
A mão treme.
Sem controle, continua temendo.
por diego ruiz dom às 08:19 0 comentários
7 de fevereiro de 2010
Algo
Por tudo que passamos
Queria dizer um oi.
Ou algo.
Qualquer coisa.
Estar é diferente de fazer,
De ser.
Queria estar contigo.
Aí as coisas seriam coisas
Os sentimentos seriam sensações
E nós seriamos como somos:
Qualquer coisa.
Depois de um grande feito,
O que se tem é um passado inesquecível.
Quase coisa alguma.
E é tanto ter alguma coisa
Que não seja nada que se toque
Que se guarde,
Que se pegue.
Uma boa lembrança
é o tesouro
que sempre perdemos por desatenção.
Lembrei de você
E contei sobre a luz do sol que vi.
Ouviste?
por diego ruiz dom às 17:42 0 comentários
5 de outubro de 2009
Sentimento
Admiti-lhe
saudades.
Deferiu-me
desculpas.
Pensei em como é estranho falar o
português.
por diego ruiz dom às 16:22 0 comentários
18 de julho de 2009
O vento de Lisboa
Sopra o corpo
E varre a mente.
O incômodo do estômago
Regado com azeite.
A voz rouca, grave, grossa:
Fumaça e leite.
Lógica temática poética
Atrofia ou distende.
Cabelos despenteados,
Lenço e olhos verdes
Bonde Beira-rio, o mar.
O horizonte se estende.
por diego ruiz dom às 18:53 1 comentários
Fluxo
Algo como uma inundação.
Uma enchente,
Onda,
Jato,
Corredeira.
...
...
...
se foi.
Foi.
por diego ruiz dom às 18:26 0 comentários
13 de julho de 2009
Despertar
A beleza de viver
A vida que se vive.
Com algumas coisas
Podemos sonhar.
Com a vida.
Com os cães.
Com quartos fechados.
Perseguições,
Tremores,
Esgotamento.
Com o sol.
Pessoas,
Paisagens,
Sabedoria,
Emoções.
É tão real
Quando acontece o sonho.
Podemos sonhar o que vivemos
E viver o que sonhamos.
Sonho que estou dormindo.
Escrevo.
por diego ruiz dom às 07:10 0 comentários
8 de junho de 2009
Vou deixar você
Preparei umas frases,
Treinei uns gestos,
Empostei a voz.
Repeti, repeti.
Quase me senti pronto.
Mas fiz do jeito que pude.
Uma apresentação demorada.
Contínua, insegura, corajosa.
Quem viu sentiu que viu.
Mais corpo, mais peso.
Ar e movimento.
Tendo dito,
termino em silêncio.
Com certa excitação, saio.
Deixo palmas,
Me salvo.
por diego ruiz dom às 20:26 0 comentários
2 de junho de 2009
Onde estou
Quero ficar aqui.
Com você pensando em mim
Eu pensando em você.
Nós encostados
Um no outro.
Um pouco de sol,
Calorzinho.
Relaxados,
Com ar refrescando
A pele.
Ou no frio.
Com você me esquentando
Eu abraçado a você.
Nós embaixo
Da coberta.
Assovio do vento,
Escurinho.
Aninhados,
Respiração ofegante
E calor.
por diego ruiz dom às 21:21 0 comentários
10 de maio de 2009
Leve e longe
Não é verdade e não é mentira.
Nem entendo onde pode ser ou é.
Fica às voltas, zunindo no ouvido.
Se para, pousa. Toca-me o ser.
Toca de leve ou muda o peso.
Percorre o corpo, afunda no peito.
Dilui-se em tremores e calafrios
Ao sair pelos olhos, brilha meu ver.
De novo não tem e está por aqui.
Circula de perto, alfineta na pele.
Tento tocar, guardar para depois,
Foge num salto, não chega a doer.
E fica de longe, não me deixa aqui.
Leva o que sou para o esboço de mim.
Reprisa a imagem, revive o que foi,
Apaga a distância, contorna você.
Volta e vai, em largos de tempo.
Brinca com o tempo, se nem parece ir.
Eu ouço e eu toco e eu vejo em dois.
Ou mais. Um seja eu, os outros você.
por diego ruiz dom às 06:44 1 comentários
6 de maio de 2009
O quê? Chuva?
O vento úmido
Dando voltas do chão até em cima.
Folhas, poeira, gotas fugidias.
Tempestade se anuncia.
Correria.
Escadarias.
Redemoinhos.
Vulto veria vaga ventania.
pausa
Tento te encontrar,
Encontro sem tentar.
Ah,
um beijo
e alegria.
E segue o dia.
E muda o dia.
(bom dia)
Não chove.
E, se chovesse,
Nem choveria.
por diego ruiz dom às 08:10 0 comentários
26 de abril de 2009
Florêncio de boa
Um lero no banheiro do bolero
- Na boa cara, eu sou hetero.
- Porque você tá falando isso?
- Chega uma hora que fica todo mundo meio louco.
- Você é que tá muito louco.
- Louco nada, cara! Sou gato escaldado.
* * *
- Mmmphsfffeilda Becker! Hahaha.
- ...
- Haheheceilda Becker! Hehehe.
- ...
- Vuoocêê éé uma eischtátua?
- Cara, eu não tô afim de falar com você. Na boa.
- Ááééíínnmmhhmmmmmm.
por diego ruiz dom às 00:15 1 comentários
25 de abril de 2009
Como matar um ideal
Juntando o que se fala
Quando não estão presentes
Os entes assuntos.
Conversas veladas,
Cochichos, resmungos.
Patifaria, olhares de canto.
Esconder atrás do pilar,
Trocadilhos inteligentes,
Mudanças de assunto.
Saídas estratégicas,
Andares disfarçados.
Fugidas, caras de espanto.
Democracia, amor
E amigos.(envolvidos,
Outros nem tanto).
por diego ruiz dom às 11:54 0 comentários
13 de abril de 2009
Meditação
Certa vez
Petúnia pegou um pedacinho de pano,
Uma agulha e linha
E costurou desenhando.
Um pequeno desenho.
Depois de um tempo,
Suspirava cada vez que o via.
O desenho a fazia lembrar
Da beleza que foi
Fazê-lo.
por diego ruiz dom às 20:34 1 comentários
Dias não tão pesados
A greve do transporte parou a cidade.
Petúnia não foi trabalhar.
Comprou mandioca
No velhinho da carriola.
A mãe cozinhou
E ela almoçou em casa.
Teve um dia particularmente leve.
por diego ruiz dom às 19:40 0 comentários
8 de abril de 2009
Abraços e caninos
Vai prum canto
E fica lá.
Pessoas vão.
Servem pra isso.
Pessoas ficam.
Sentem por isso.
Também vão
Os pássaros.
As águas.
As pilhas.
Os lápis.
Tecidos,
Comidas,
Prazeres.
O tempo parece ir.
Será que vai?
A infância acaba
Mas não passa.
Os metais não vão
Mas mudam.
Quando o amor se vai
Eu sou o que fica.
E brinco com algum cachorro.
por diego ruiz dom às 22:02 0 comentários
1 de abril de 2009
Frisson
Quando acordei
Comecei a cantar.
Não escolhi a música,
Cantei.
O dia passa,
A semana acaba,
A lua muda.
Cantei.
por diego ruiz dom às 21:23 0 comentários
Contato
Seis fatias grossas de muzzarela.
Dois pães.
Uma xícara, sem açúcar.
O café da manhã parece tão bom.
Depois de uma noite especial.
O dia parece não ter fim.
Se eu pudesse, não teria sol nem lua,
Teria nós.
E corpos.
por diego ruiz dom às 21:21 0 comentários
28 de março de 2009
Cidades
Estava bem longe daqui
Cento e cinquenta cidades
Vinte por cento de desejo
O resto foi sorte.
Nunca saiu do lugar
Foi profundo, tanto.
Mostrou aos outros como são.
Estava sendo o seu externo.
Eterno, sem tamanho.
O mundo é tão pequeno.
As mesmas ruas
No tráfego do entendimento.
Os caminhos não tem fim.
Selvagem viagem sem selva
Pra lá e pra lá mais ainda
Pipoca bandeirante.
Mesa, cadeira, palavra.
Raiz.
Sempre aqui, sempre aqui.
por diego ruiz dom às 21:28 0 comentários
23 de março de 2009
No tempo
Numa noite
Acordado até tarde.
Entra pela porta
E chama por você.
Você mesmo.
Parado, pensando
Em não ir,
Em não voltar.
O que fez você
Se foi.
O que fará você
Se vai.
Entra pela porta
E leva.
Nada de você fica.
Nada de você se vai.
Nalgum momento,
Noite-espaço-tempo,
Encontra-se.
Você.
Sonho antes de dormir.
por diego ruiz dom às 22:18 0 comentários
16 de março de 2009
Três momentos do espírito
Não pra ser frio,
Quente.
Sempre há possibilidade
de encontros,
de surpresas.
Ou ficar deitado ao sol.
Se estamos acostumados,
É por isso que, primeiro muda,
Depois cessa o comando
E se olha pros lados,
perdido, procurando.
Não a si, porque acha-se.
Mas ao mundo,
Porque abre-se.
Vive em quem vive.
Intenso e não tem cura.
É o homem.
Lá vai ele ao escritório.
por diego ruiz dom às 22:05 0 comentários
11 de março de 2009
Molinum
Quem é moinho?
O moinho de vento
Aproveita
O vento oportuno.
O giro da hélice
Movimenta
O nó do mecanismo.
O embalo do peso
Acrescenta
O atrito da mó.
O produto feito
Apresenta
O aspecto do pó.
O pó do alimento
Sustenta
O ser que está só.
Moinhos são artistas.
por diego ruiz dom às 23:13 0 comentários
Delito
Bolinho de chocolate.
Caminha de espuma.
Tapetinho de lã.
Espelhinho redondo.
Uma mulher violentada.
Três gotas de sangue.
Uma maçã.
Enquanto chegavam,
Os policias
Limpavam as marcas de batom,
Tiravam o esmalte das unhas,
Escondiam a calcinha
Debaixo do cinturão.
Na saída, saiam sem saia.
por diego ruiz dom às 22:47 0 comentários
10 de março de 2009
Esse, pessoal
Pisava no chão
Sentia o peso do corpo.
Devagar.
Todos estavam passeando,
Levando suas mentes pra jantar.
Se visse que a comida estava lá,
O olho pegava e passava a esperar.
Precisava de tempo pra pensar.
Todos queriam achar o algo.
Manter o que sabiam na conserva.
Lotar o carrinho, encher a despensa.
Equilíbrio se perde quando se leva
Tantos embrulhos numa remessa.
Todos? Todos. Pagavam caro.
Ninguém tem que ver com isso.
Olhando pra fora sem motivo,
Confiando que o dente dá juízo.
Prende, que o animal está vivo.
O pessoal por aí tá procurando.
A gente aqui
Achou.
por diego ruiz dom às 00:14 0 comentários
5 de março de 2009
Interligados
Liguei.
Liguei de novo.
Repito pra acertar da próxima vez.
É diferente o certo da tentativa.
No certo me sinto bem,
Na tentativa quero outra chance.
Nada de mal em continuar vivendo.
Mais uma pessoa conhecida morreu hoje.
Por isso continuo tentando.
Não desligo
De mim, de você,
De tanta gente.
Estamos todos neste isto:
Liga, desliga, tenta, desiste.
Até o fim.
O que somos, somos nós.
por diego ruiz dom às 23:57 0 comentários
12 de fevereiro de 2009
A cena segue
Velório.
Uma moça dentro do caixão.
Um homem chorando calmamente, próximo ao caixão.
Algumas mulheres desconsoladas dentro da sala.
Uma pessoa contando piadas fora da sala.
Uma roda de pessoas rindo disfarçadamente.
Pessoas entrando e saindo da sala, introspectivas.
Cheiro de flores, de velas e de choro.
Cheiro de defunto.
Então começa o poema:
O sol brilhava.
Hora do almoço.
Poucas nuvens, edifícios.
Calor, suor e gás carbônico.
Poucos casais. Poucas crianças.
Muitos passantes nas calçadas.
Barulho de carros e de comércio.
Vi você atravessando na faixa.
Nos abraçamos, atrapalhamos as pessoas.
Nos olhamos nos olhos.
Tudo refletia amarelo e branco.
Respiramos calmamente.
Passos equilibrados.
Pele e proximidade.
Retemos o tempo.
Deslizamos na multidão.
Quase ninguém percebe.
Termina o poema.
E o velório.
Há milhares de anos
Enterra-se o que está morto.
por diego ruiz dom às 22:05 0 comentários
2 de fevereiro de 2009
Procurando poesia
Ia tomar um café,
Comer algo também.
A garoa desanimou.
E sorri sozinho.
Desisto se não tem importância.
Conversas de computador
Pão com manteiga
Desodorante
Re-encontros
Cópia da chave
Abraços
Prateleiras organizadas
Televisão
Roupa úmida
Parentes
Gastos planejados
Notícia ruim
Você.
Em você eu penso.
Às vezes trabalho,
Aproveito a vida.
por diego ruiz dom às 13:06 0 comentários
25 de janeiro de 2009
Roupa de enfermeiro
O pijama que eu vesti
Era uma roupa velha.
Só pra dormir.
Depois de ter dançado,
De ter bebido,
De ter fumado.
O sonho precisou das horas
Desta manhã sem sol.
O dia inteiro
É a lembrança de ontem.
Geralmente,
Faço o que quero.
Troquei de roupa.
Não troquei de sonho.
por diego ruiz dom às 12:48 0 comentários
20 de janeiro de 2009
Quem vê de baixo
Quando estava alto
Era de cima que via.
Ontem seu quadro na minha mente.
Suas cores,
Sabores sem gosto.
Provei tanto e agora fico quieto.
Hoje imagino algo,
Subversividade, rebeldia.
Um novo desenho desmente.
Pulo dentro,
Mostro o rosto.
Penso pouco, passo reto.
Eu mundo paro,
Não paro.
por diego ruiz dom às 22:12 0 comentários
28 de setembro de 2008
Minha memória curta
Fiz três planos
Antes de dormir.
Um eu achei difícil,
Os outros dois eu esqueci.
Acordei com dor de cabeça,
Não tinha nenhum remédio.
No banho coloquei a mão na cabeça,
Lembrei.
Mas era dia de cumprir com a obrigação.
Enxuguei.
Os planos ficaram pra outra ocasião.
Hoje consegui um tempo livre,
Agora estou pensando em nós.
Enfim.
por diego ruiz dom às 00:03 1 comentários
26 de agosto de 2008
Deixando Ir
Um dia a gente se encontra
Ao acaso
E casa.
Comida
Gato
Planta
Sofá
Maquina de lavar
Eletricidade.
Um dia eu pago a conta
Com atraso
E cansa.
Sem vida
Pulga
Formiga
Fedor
Preguiça de levantar
Ansiedade.
por diego ruiz dom às 09:03 1 comentários
23 de julho de 2008
Década de oitenta
Tio Odilo,
Lustrava um Opala
Vestia colete
Odiava Mobilete
Babava em vitela
Transava Salete
Morava em São Paulo
Penteava o topete.
por diego ruiz dom às 23:37 1 comentários
9 de junho de 2008
Nada pra fazer?
por diego ruiz dom às 18:36 0 comentários
31 de maio de 2008
Epígrafe
Poesia do começo do drama.
Um homem anda.
Anda, anda.
Anda ainda.
De nada anda.
Anda, anda.
Anda e nada.
The women are panda
Sem estrada anda.
Anda, anda,
Anda e atrasa!
por diego ruiz dom às 20:50 0 comentários
O hábito
O hábito
Adapta.
O hábito
Não deixa crescer a barba.
O hábito,
O lugar que se habita, o habitat.
A conquista do costume.
por diego ruiz dom às 20:40 0 comentários